Quando vou ver você de novo? Você partiu sem um adeus, nem uma única palavra foi dita. Nenhum beijo final para selar qualquer coisa. Eu não tinha idéia do estado em que estávamos. Eu sei que tenho um coração inconstante e amargurado. E o olho de um errante, e um peso na minha cabeça, mas você não se lembra, não se lembra? A razão pela qual você me amava antes, Baby, por favor, lembre de mim mais uma vez. Quando foi a última vez que você pensou em mim?
Ou você me apagou completamente de suas memórias? Porque muitas vezes eu penso onde eu errei, e quanto mais eu penso, menos eu sei.
Ou você me apagou completamente de suas memórias? Porque muitas vezes eu penso onde eu errei, e quanto mais eu penso, menos eu sei.
— Don’t You Remember - Adele
Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? E trabalho, amor, moradia? O que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa,baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. A questão é toda essa: fluir. Tão difícil deixar fluir. Mas é o que precisa ser feito agora. Virar barquinho,mesmo. Relaxar e observar o caminho, a paisagem, perceber minha respiração sempre tão junta da respiração do meu pequenino. E assim vamos fluindo, juntos. Correnteza leve, por favor. Que não estamos assim muito prontos pra grandes tormentas. Tá tudo bem na verdade. É só uma questão de se encontrar. Porque as vezes eu me perco e fico me procurando, e não me acho. Mas quem sabe assim, deixando que a água vá me levando, não dá certo, né? Deus dará…
— Caio F. de Abreu

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